sexta-feira, 24 de maio de 2013

Irrigação em vasos

 (Foto: Buildpedia)

O erro mais comum na jardinagem é o exagero na hora das regas. As plantas morrem muito mais por excesso do que por falta de água. Quando a gente fala em não encharcar a terra, mas deixar sempre levemente úmida surge muitas dúvidas.

Para ter certeza, encoste o dedo na terra do vaso e pressione levemente, se sair sujo, com um pouquinho de terra, está levemente úmido. Não adianta também dar uma borrifada de leve em cima do vaso, tem que jogar água com regador, até sair pelo buraco da drenagem do vaso, daí dá pra ver que a água passou por todo o perfil do vaso.

Em épocas frias como agora a freqüência de regas pode mudar, pois o vaso vai secar menos, principalmente se for um vaso de interior.

Em plantas com folhas finas, delicadas e menores, como os temperos, hortaliças, floríferas, arbustos em vasos, requerem uma quantidade razoável de água, use um regador do tipo chuveiro, no mínimo umas 3x/ semana.


 (Foto: Manaus Garden)

Plantas típicas de locais úmidos como samambaias e algumas orquídeas, gostam de lugares frescos, sem solo encharcado, se estiverem em placas, ou em jardins verticais, o ideal para criar um clima úmido, nas horas mais quentes do dia, é um pulverizador de pressão, eu uso geralmente no fim da tarde. Esse equipamento também é perfeito para aplicar adubos foliares. Já se estiverem plantadas em vaso, molhe o substrato com o regador chuveiro e use o pulverizador também em dias quentes (os antúrios e lírios-da-paz adoram!).


(Foto: Lojas Taqi)


Plantas com folhas grossas ou estruturas que evitam a perda de água como as suculentas, cactos, agaves, zamioculca e pacová, armazenam água nas folhas e caules, a frequência de regas é menor, eu uso um regador de bico fino, que molha mais somente a terra. Essas plantas raramente vão sofrer se você esquecer de regar durante uma semana ou mais... então, perfeitas pra quem não tem tempo ou viaja muito.

 
(Foto: F G Import)
 
É sempre bom lembrar: vaso plástico e plantas de interior se mantêm molhadas por mais tempo do que as plantadas em vaso de cerâmica e em área exterior. Crie turnos de rega adequados, por exemplo 2x/semana para vasos no interior, 3 a 4x/semana para vasos de exterior, cactos e suculentas 1x/10 dias abundantemente, e observe bem, se sentir que estão murchando aumente a quantidade, se estiverem molhadas ainda no próximo turno, diminua a frequência.
 
Estas são apenas algumas sugestões. Tudo vai depender do local (se é quente ou tem clima mais ameno), se é verão ou inverno, e é claro, da resposta de suas plantas.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Suculenta estiolada


Algumas vezes eu já falei aqui no blog sobre o que a falta luminosidade pode fazer com as suculentas. O termo correto é o estiolamento, que é como se a planta fosse definhando, perde sua forma original, o caule cresce muito, as folhas crescem menos e a distância entre elas aumenta muito (em relação a uma planta em condições ideais de luminosidade).


Eu tirei essas fotos, da mesma planta, a foto da esquerda é de um vaso que está sob um arbusto, com luminosidade insuficiente, a da direita, um vaso pendurado num muro, que recebe sol praticamente a tarde toda.


Como a planta cresce fraca, ela não fica firme e nem forma um vaso bonito. Esse vaso da foto foi de um post que eu fiz aqui, sobre suculentas no vaso de orquídea.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mudas de ervas aromáticas

Foto: Casa & Jardim

Nessa época quente e chuvosa meus vasos de ervas crescem muito rápido, bem maior do que a velocidade com que eu tenho cozinhado ultimamente... tive que podar e aproveitei para fazer umas mudas, daí distribuo para amigos e vizinhos.

Nos vasos e bandejinhas, uso a mistura básica: partes iguais de areia, terra comum e composto orgânico (compostagem ou húmus de minhoca ou até terra vegetal).

Essas são estacas de orégano, as estaquinhas da esquerda estão do jeitinho que eu cortei, as da direita, com a base sem folhas e com corte logo abaixo de um nó.

 
 Essas aqui são estacas de manjericão, retiradas da ponta do galhos, as da direita já estão prontas para plantio.


Não tem muito segredo, eu só coloco as estacas, a parte sem folhas eu enterro, pressiono em volta pra firmar e rego em seguida. Com um mês elas já estão enraizadas e firmes (logo que a gente planta, é normal ficar meio “caidinha”).



No caso do manjericão, eu uso 3 estacas pra ficar um vaso bem formado e cheio mais rápido, eu as distribuo formando um triângulo.


Essas aqui são umas mudinhas de pimenta que eu fiz, eu peguei a pimenta madura na decoração de um jantar, deixei murchar um pouco, abri e separei as sementes, deixei uns 2 dias secando, plantei, deixei crescer um pouco e coloquei uma muda em cada célula da bandeja. As mudas do vasinho são de um crachá feito de papel semente, de um evento sobre sustentabilidade que eu fui, achei que não fosse sair nada e não é que germinou bem?



Os cuidados são os normais para a maioria das ervas, depois de já enraizadas, sol, água todo dia sem encharcar e adubo orgânico. Com pouco tempo já tem ervinhas frescas pra cozinhar!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Enxertia de flor-de-maio


Eu e minhas manias de colecionar plantas...atualmente a paixão é por flores-de-seda ou flores-de-maio (Schlumbergera sp) , cactos epífitos originários do Brasil, com flores delicadas e híbridos  de  cores variadas. Esses vasos lindos aqui embaixo são da minha amiga Lílian, que tem praticamente todas as cores.

Aqui em MG teve muita chuva no último verão, e minhas plantas sofreram com isso, pois todas ficam ao ar livre, porque eu não tenho espaço interno. As raízes dessas flores são bem sensíveis ao excesso de água, e exigentes quanto ao tipo de solo. Perdi muitos vasos por causa disso, as estruturas caulinares (chamadas de filocládios) começaram a apodrecer e foram caindo todos.

Eu fiquei lembrando das plantas da minha tia Conceição, que tinhas alguns vasos enxertados e estavam sempre lindos. O porta-enxerto mais utilizado é de um cacto também, que pertence ao gênero Hylocereus, da espécie Hylocereus undatus, também conhecido como flor-da-noite. Eu também fiz com estacas do gênero Selenicereus.

Foi uma novela encontrar essa planta, passei por uma casa que tinha no muro de entrada e a cunhada do dono da casa me deu, a planta é essa aqui embaixo.
 Foto: Cactiguide.com

 Eu peguei uns 4 segmentos, parti em pedaços de 20 cm mais ou menos. Os cortes precisam ser certeiros, deve-se evitar “mascar” os pedaços, pois isso dificulta o pegamento das mudas, eu peguei a maior faca de casa e procurei fazer cortes bem uniformes. 
Peguei os pedaços e plantei em vasos com uma mistura simples, é bem fácil enraizar, usei partes iguais de terra comum, areia e composto orgânico, deixei uns 20 dias pra enraizar , é importante essa fase, porque quando já enraizado, a chance do enxerto sobreviver é maior. Meus vasos ficaram assim (esse pedaço está menor, pois os maiores eu já tinha usado).

Depois eu peguei estaquinhas das flores-de-maio, cortei segmentos com 2 a 3 filocládios, de plantas que já haviam florescido. Essa faquinha não é a própria de enxertia, é dessas pra descascar legumes, comprei no 1,99 e tem sido boa pra substituir o canivete. Fiz um corte nas estaquinhas com a faca bem na horizontal (segurando com a mão esquerda, porque eu sou canhota...) , esse corte deve ser feito para expor os tecidos vasculares do enxerto, que depois vão se unir aos tecidos do porta-enxerto. Assim é feito o corte:
Já no porta-enxerto, eu fui com a faquinha na vertical  dessa forma aqui:

Como minhas estacas eram de 3 cores diferentes, eu fiz 3 cortes e inseri as estacas, dessa forma:

Feito isso deixei á meia-sombra e em local protegido, não pode tomar chuva nessa fase, pois a água nos cortes pode acelerar um apodrecimento.

Existe um material específico para usar em enxertias, um tipo de plástico maleável que é usado para proteger o local do enxerto, eu fui do jeito tupiniquim mesmo e usei fita crepe.

Esses enxertos com 3 cores foram feitos por último, fiz outros com uma estaca só, alguns floresceram já esse ano:

Esse último foi feito num porta-enxerto menos utilizado, ele é bem mais fino que o Hylocereus, mas acredito que vá “vingar”. Quando o enxerto (estaquinha da flor-de-maio) murcha e começa a apodrecer embaixo é sinal de que não deu certo, a cicatrização dos cortes e a formação do novo tecido não ocorreu.

Pessoal, não sou especialista no assunto, foram minhas primeiras experiências em flores-de-maio, já fiz outras enxertias em abacate e laranjeiras (que foram totalmente diferentes desse método), testem vocês também e me contem depois.

A qualidade das fotos não está das melhores, a luz estava péssima, mas eu só tive tempo de fotografar no fim da tarde, depois do trabalho.Agradeço á Lilian por me deixar fotografar seus vasos e á sua filha, a doce Millena que foi minha assitente nas fotos. Aqui embaixo, mais algumas dessas belezuras...

 Abraços!